MagnoliaSequência Inicial

A minha escolha para melhor sequência inicial vem de um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Estou falando de “Magnólia”, filme de Paul Thomas Anderson que, para mim, é o melhor exemplo de como histórias entrelaçadas devem ser mostradas no cinema. O filme coloca os nove personagens centrais, que aparentemente não tem nada a ver um com o outro, em situações curiosas, obrigando-os a se relacionar de alguma forma.

A introdução do filme fala justamente dessas coincidências (ou seriam “pegadinhas”?) que acontecem o tempo todo a nossa volta e estão mais próximas do que a gente imagina. Um incêndio, um assassinato, um suicídio, são apenas alguns exemplos de eventos que podem acontecer ali na esquina e costumamos ver como algo distante quando aparece no noticiário. Com uma narração em off carregada de ironia e um texto absolutamente genial, os 5 primeiros minutos de “Magnólia” merecem um lugar nessa lista:

Sequência Final

Sabe aquele filme que parece ter sido feito sob medida para agradar? Assim é “O Concerto”, filme dirigido por Radu Mihaileanu (mesmo diretor de “Trem da vida”, outro filme do meu coração). Com uma dose certa de humor e drama, o filme traz a história do renomado maestro Andrei Simoniovich Filipov (Alexei Guskov) que, recém demitido da orquestra de Bolshoi, segue trabalhando no teatro como auxiliar de limpeza. Um dia, ele acaba descobrindo que o Bolshoi foi convidado para tocar no Châtelet Theater, em Paris, e decide reunir seus antigos amigos para tocar no lugar da atual orquestra.

O final apoteótico marca o momento em que a bela violinista Anne-Marie Jacquet (Mélanie Laurent, “Bastardos Inglórios“) se apresenta ao lado de Andrei numa incrível harmonia que leva a platéia ao êxtase. Esse eu tive o prazer de ver no cinema. Um verdadeiro deleite para os olhos… e ouvidos, claro:

Leia a crítica de “O Concerto” (Cine Mosaico)

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