Histórias Cruzadas (título original: The Help) é um filme estadunidense de 2011, do gênero drama, dirigido por Tate Taylor e baseado no romance homônimo de Kathryn Stockett. A obra se passa em Jackson, Mississippi, durante a década de 1960, em plena efervescência do movimento dos direitos civis, e retrata as complexas relações entre famílias brancas e suas empregadas domésticas negras.

A protagonista é Eugenia "Skeeter" Phelan (Emma Stone), uma jovem branca recém-formada que sonha em ser escritora. Ao perceber a invisibilidade e o silêncio imposto às mulheres negras que trabalham nas casas da elite local, ela concebe um projeto ousado: escrever um livro contando a história dessas mulheres sob sua própria perspectiva. Para isso, conta com a coragem de Aibileen Clark (Viola Davis) e Minny Jackson (Octavia Spencer), que arriscam seus empregos e sua segurança para dar voz a décadas de discriminação, abuso e resiliência.

O elenco inclui ainda Jessica Chastain como Celia Foote, Bryce Dallas Howard como Hilly Holbrook e Allison Janney como Charlotte Phelan. O filme foi um fenômeno de bilheteria e recebeu aclamação da crítica, sendo indicado a quatro Oscars: Melhor Filme, Melhor Atriz (Viola Davis), Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer) e Melhor Atriz Coadjuvante (Jessica Chastain). Octavia Spencer venceu a estatueta dourada, além de ter conquistado o Globo de Ouro e o Prêmio do Sindicato dos Atores (SAG) na mesma categoria. O elenco também ganhou o SAG de Melhor Elenco.

A produção se destaca pela fotografia que captura o calor sufocante do sul dos Estados Unidos, pela trilha sonora que mescla blues e soul e pelo figurino meticuloso que recria a moda dos anos 1960. Apesar de algumas críticas quanto à abordagem de uma narrativa sobre racismo escrita e dirigida por brancos, Histórias Cruzadas abriu espaço para debates importantes sobre representação e privilégio, e permanece como um marco do cinema social norte-americano contemporâneo.

No Brasil, o filme estreou em 2012 com o título Histórias Cruzadas e conquistou o público brasileiro, sendo frequentemente exibido na televisão e lembrado como uma obra sensível sobre empatia e coragem. Se você ainda não viu, vale a pena conferir as atuações poderosas de Viola Davis e Octavia Spencer, que elevam cada cena a um nível raro de emoção verdadeira.

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