Em 2011, Wes Craven e Kevin Williamson tentaram ressuscitar a franquia que revitalizou o slasher nos anos 90. Pânico 4 chega aos cinemas como uma continuação direta, mas com a missão de se provar relevante em uma era dominada por remakes e reboots.

A trama retorna a Woodsboro, onde Sidney Prescott (Neve Campbell) está de volta para o lançamento de seu livro. É claro que a paz dura pouco: uma nova máscara de Ghostface começa a perseguir os adolescentes da cidade, agora lidando com as regras de um "novo" gênero de terror.

O roteiro de Williamson é o ponto alto. Ele faz uma sátira afiada dos remakes, dos filmes de tortura (torture porn) e da cultura da internet, com os jovens personagens citando regras para sobreviver em um "remake" dentro da própria franquia. Hayden Panettiere e Emma Roberts se destacam entre o novo elenco.

A direção de Craven é competente, entregando as cenas de perseguição e os kills que os fãs esperam, embora sem o mesmo frescor do primeiro filme. A reviravolta final, uma marca registrada da série, tenta ser chocante, mas acaba soando previsível para os mais atentos.

No geral, Pânico 4 é um entretenimento honesto para os fãs da franquia. Não alcança o nível do clássico de 1996, mas se sai melhor do que a maioria dos remakes que critica.