Em 2011, Wes Craven trouxe de volta a franquia que redefiniu o terror adolescente com Pânico 4 (Scream 4). O filme reúne o trio original – Sidney Prescott (Neve Campbell), Gale Weathers (Courteney Cox) e Dewey Riley (David Arquette) – enquanto introduz uma nova geração de suspeitos e vítimas na pacata Woodsboro.

Mantendo a fórmula metalinguística que consagrou a série, o roteiro de Kevin Williamson brinca com as convenções do gênero e as regras dos remakes e reboots. O assassino Ghostface continua aterrorizando com chamadas telefônicas e revelações surpreendentes, numa trama que mistura homenagem e autocrítica. O longa também se destaca por seu comentário sobre a cultura do reboot e a obsessão da indústria por revisitar franquias. Ao mesmo tempo em que se assume como uma continuação, Pânico 4 subverte expectativas e não se leva totalmente a sério, característica que sempre foi a marca registrada da série.

A direção de Craven é segura, e o elenco jovem (Emma Roberts, Hayden Panettiere, Rory Culkin) se sai bem, mesmo ofuscado pelo carisma dos veteranos. Os kills são mais criativos e sangrentos, embora o excesso de referências possa soar exaustivo para alguns. A fotografia e a trilha sonora mantêm o clima dos filmes anteriores, com direito a citações de clássicos do terror que os fãs vão adorar identificar.

No balanço, Pânico 4 é uma adição digna à franquia, que agrada fãs de longa data e funciona como porta de entrada para novos espectadores. O filme não supera o original, mas prova que ainda há gás para o terror pós-moderno. Para quem cresceu com os gritos de Sidney Prescott, é um reencontro bem-vindo com o passado – e um aceno ousado para o futuro do gênero.

Quer conferir outras críticas? Navegue pelo nosso arquivo de Críticas e descubra mais análises sobre seus filmes favoritos.

← Voltar para Cinemosaico