James Brennan (Jesse Eisenberg) está prestes a realizar o sonho de passar o verão na Europa antes de começar a faculdade de jornalismo em Nova York. Formado em 1987, ele se vê obrigado a guardar os mapas quando seus pais anunciam problemas financeiros. O plano B é aceitar um emprego de verão no parque de diversões local, o decadente e encantador Adventureland.

O que poderia ser um tédio de três meses se transforma em uma experiência transformadora. James faz amizade com os excêntricos funcionários do parque, incluindo o hilário Joel (Martin Starr) e a enigmática Em (Kristen Stewart). A trama se complica quando ele se envolve romanticamente com Em, que lida com seus próprios demônios, e precisa lidar com o sedutor e manipulador mecânico Connell (Ryan Reynolds).

Greg Mottola, que já havia dirigido Superbad, entrega aqui uma obra significativamente mais contida e nostálgica. O filme captura com perfeição a angústia e a doçura da transição para a vida adulta – aquele limiar onde as ambições colidem com a realidade. O parque de diversões funciona como uma metáfora brilhante: colorido, artificial e com um brilho levemente desgastado pelo tempo.

A trilha sonora é um personagem à parte, repleta de clássicos do rock independente e new wave dos anos 80 (The Cure, Husker Du, INXS), que embalam as descobertas e decepções do verão. O desempenho de Kristen Stewart como a garota problemática e inteligente é um dos pontos altos de sua filmografia, mostrando uma vulnerabilidade que poucos diretores conseguiram capturar depois.

Férias Frustradas de Verão é uma comédia dramática subestimada que envelheceu como um bom vinho. É um retrato honesto e afetuoso de uma geração, repleto de personagens genuínos e situações que oscilam entre o hilário e o melancólico. Para quem busca um filme com coração, nostalgia e ótimas atuações, esta é uma pedida imperdível do cinema independente do final dos anos 2000.

← Voltar para outras críticas