A projeção de filmes em três dimensões, antes pouco utilizada em produções cinematográficas por falta de tecnologia, definitivamente conquistou o seu espaço entre os amantes da sétima arte na atualidade. Assim como aconteceu na década de 50, quando os aparelhos de televisão invadiram os lares americanos afastando cada vez mais o público das salas de cinema, hoje com os aparelhos de DVD, a internet, o Blue-ray e TV’s cada vez mais modernas ocorre o mesmo fenômeno. Como se não bastasse os orçamentos milionários dos estúdios de cinema, agora eles tem que se preocupar com mais esse atrativo para alavancar a audiência e bilheteria de suas produções.

A primeira projeção nesse formato foi feita em 1922 com o romance “The Power of Love”, mas só em 1952 passou a ser conhecido com o filme “Bwana Devil”. A técnica utilizada hoje é basicamente a mesma com algumas atualizações, consiste em uma imagem anáglifa que passa a ter um efeito tridimensional quando visualizada por um óculos de lentes de plástico azul e vermelho. O cérebro une a imagem da cor vermelha sobreposta à cor azul e assim cria a ilusão do efeito em três dimensões. Se na década de 50 o desafio era trazer de volta o público que migrava para a televisão, hoje o maior desafio é resgatar o público que migrou para a internet.

Do ano 2000 pra cá, a febre do 3D voltou com tudo com os lançamentos de sucessos como Up – altas aventuras, Alice no país das maravilhas, Avatar, Toy Story 3 (com direito a reexibição dos filmes anteriores da série também em 3D). Porém, há um risco do 3D deixar de ser um diferencial tanto pelo número de produções que estreiam nesse formato a cada dia (e nem todas são boas), quanto pela chegada do Blue-ray e das Tv’s 3D ao mercado. A projeção em 3D chegou para dar um novo fôlego ao cinema nesse novo século, a pergunta é: Até quando?

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